quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MISMEC-DF / MOVIMENTO BRASIL SEM POBREZA


MISMEC-DF  apóia o Movimento Brasil Sem Pobreza

A Presidente do MISMEC-DF,  Dra Maria Henriqueta Camarotti participou  de almoço dia 28 de setembro na sede da União Planetária, onde apresentou o MISMEC-DF e o trabalho social que a instituição vem desenvolvendo ao longo de 10 anos no Distrito Federal.
O Movimento Brasil Sem Pobreza foi constituído pela sociedade civil sem fins lucrativos, em 15 de março de 2011, por proposta da OSCIP União Planetária, com o objetivo específico de erradicar a miséria no Brasil e apoiar as políticas públicas para este fim, contando atualmente com 66 entidades integrantes.
http://www.uniaoplanetaria.org.br/wp-content/uploads/2011/04/capa-200x300.jpg
Livro que inspira o movimento Brasil Sem Pobreza
O movimento, inspirado na obra “As causas da  miséria e sua superação”, foi fundado no dia 22 de março com o objetivo de atuar em conjunto com o Governo Federal na execução de atividades de combate às causas da miséria e da fome. A mobilização já conta com diversas frentes, entre elas a busca de apoio no Senado e na Câmara Federal.
A base do “Brasil Sem Pobreza” está no fomento de novos modelos de cooperativas de trabalho. “Este é um projeto que pode ser feito em pequena escala ou em maior escala, de amplo atendimento a agrupamentos sociais que estão fora do processo produtivo”, explica Ulisses Riedel, presidente da União Planetária.
Integrantes do movimento Brasil Sem Pobreza:
- Academia de Letras de Brasília
- Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal
- Administração Regional do Gama RA II
- Árvore da Vida Home Care Brasil
- Associação Comercial do Distrito Federal
- Associação de Educação do Homem de Amanhã de Brasilia – HÁBRA
 - Associação Rotariana do Distrito 4530
- Centro de Estudos Krishnamurti
- Cia Lábios da Lua
-
- Coletivo Tempo Zero
- Comissão Especial Pastoral para o Serviço da Justiça, Caridade e Paz -       – CNBB
- Companheiros das Américas – Comitê Brasília DF / Washington DC – “Partners of the Americas”
- Confederação Brasileira das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP-BR
- Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
- Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
- Diretoria Social da Administração Regional do Gama RA II
- Fazenda Escola Bona Espero
- Federação Brasileira das Entidades de Combate ao Câncer – FEBEC
- Federação Espírita Brasileira
- Fundação de Rotarianos de Brasília
- Fundação União Planetária
- Grande Oriente do Brasil
- Grande Oriente do Distrito Federal
- Green Cross Brasil
- Igreja da Familia
- Instituição de Ética e Valores Humanos Estrela da Paz
- Instituto Brasileiro de Formação Educacional e Cultural – IBRAFEC
- Jnana Mandiram
- Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Distrito Federal
- Prefeitura Municipal de Alto Paraíso de Goiás
- Rotary Clube Brasília Leste
- Serviço para a Paz – Brasil
- Sociedade Teosófica no Brasil
- Templo Budista de Brasilia
- União Planetária
- Vratia Centro de Criação Cultural
A União Planetária  presidida  pelo Dr. Ulisses Riedel,tem como objetivo principal a defesa dos ideais da Organização das Nações Unidas (ONU) de fraternidade universal, de paz mundial, de justiça social, o que implica em trabalhar pelo fim da miséria e de todos os males sociais, através de novos paradigmas éticos, morais, culturais, sociais, assistenciais, econômicos, ambientais e espirituais.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia de São Francisco de Assis

Legião Urbana

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões).

Monte Castelo

II INTERVISÃO

 Neste dia 1º de outubro, aconteceu nossa II Intervisão. Vejam que momentos bons!!!

Abraços Terapêuticos

Fotos XV turma de Terapia Comunitária













Vejam alguns dos melhores momentos.

CUIDANDO DO CUIDADOR




CUIDANDO DO CUIDADOR

O Mismec-DF oferece a proposta do workshop CUIDANDO DO CUIDADOR - RESGATE DA AUTO-ESTIMA para empresas, entidades associativas, profissionais ou a quem se interessar por um trabalho de auto-conhecimento e resgate da auto-estima.

OBJETIVO:

• Capacitar agentes multiplicadores das áreas da saúde, saúde mental, educação, sociais, das artes, lideranças comunitárias e religiosas para atuarem nas suas comunidades e instituições, na perspectiva do reforço da auto-estima, pela valorização do autoconhecimento como recurso de transformação pessoal e social.
• Promover a saúde e a qualidade emocional dos cuidadores; articular o potencial humano e cultural com o conhecimento técnico-científico possibilitando a ampliação do campo de intervenção. Cuidar de quem cuida para cuidar melhor.

A QUEM SE DESTINA?

A todos os cuidadores – Cuidador é aquele que cuida de alguém, seja de um familiar, de um amigo, de uma comunidade, de uma rede de saúde, de crianças em rede de educação, etc...
O ato de cuidar requer imaginar, pensar, meditar, prever e programar todas as suas tarefas. Quem se cuida, pode cuidar melhor do outro. Aquele que nunca foi bem cuidado - ou não se cuida -, poderá ter maior dificuldade em encontrar a melhor maneira de cuidar do outro.

BENEFÍCIOS:

Baseada na afirmação de que o corpo vive, registra, reage e revela a história individual, a leitura corporal relaciona a forma e funcionalidade do corpo, os traços fisionômicos, as posturas, as sensações e os sintomas físicos aos conteúdos mentais e às particularidades comportamentais e estabelece um paralelo entre a linguagem do corpo, o estado de saúde, as disfunções orgânicas e autoconhecimento. A experiência vivida e sentida não é esquecida, fica registrada nas nossas células.
Nosso trabalho envolve uma parte teórica e outra prática, com exercícios vivenciais-psicocorporais que podem permitir aos cuidadores participantes sentir seus próprios sentimentos, olhar para si, expressar seus sentimentos e emoções;
• Parar, pensar, refletir e decidir a sua postura profissional de cuidador;
• Libertar-se de posturas - como fuga, resistência, tendência a culpar o outro pelos seus insucessos;
• Sentir-se merecedor de viver com saúde e qualidade de vida;
• Melhorar a criatividade, a produtividade, os relacionamentos interpessoais e desenvolver a coerência interna e externa entre suas crenças e suas práticas;
• Melhora a relação interpessoal e profissional dentro das instituições;
• Aumentar, sobretudo, a auto-estima.

PROGRAMA:

• Refletindo os seis pilares da auto-estima;
• Trabalhando o estresse e tensões;
• Trabalhando o centramento corpo/mente;
• Trabalhando as preocupações da mente;
• Trabalhando a raiva e o perdão;
• Resgatando a criança interior;
• Trabalhando a integração do masculino com o feminino;
• Grupos de discussão e reflexão

ORGANIZAÇÃO:
Movimento Integrado de Saúde Comunitária – MISMEC-DF

CONTATO:
MISMEC-DF SCLN 107 Bloco A Sala 63 - Subsolo
Telefones: +55 61 3347-8563
Postado por Regina Melo

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Postado por Henriqueta Camarotti

 
4 DIREITOS QUE NÃO SÃO DIVULGADOS
 

Direitos que não são divulgados!

1. CERTIDÃO DE NASCIMENTO / CASAMENTO:
Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.

O cartório eletrônico, já está no ar!
Nele você resolve essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.
Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex.

Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.


2. AUXÍLIO À LISTA
Telefone 102... não!
Agora é: 08002800102
Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são
importantes....

NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO.
SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO
VERDADEIRAMENTE GRATUITO.

Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.


3. DOCUMENTOS ROUBADOS - BO (boletim de occorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???

Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade
na emissão da 2ª via de tais documentos como:
Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).

Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..

4) MULTA DE TRANSITO : essa você não sabia
No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.
Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.
DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!!

Gostaria, se possível, que cada um nãoguardasse a informação só para si.
 

Atualizado em 04/09/2011

domingo, 2 de outubro de 2011

TER SAÚDE É TER PROJETOS


 
 
TER SAÚDE É TER PROJETOS!

Henriqueta Camarotti[1][1]


"Se me perguntarem como é que um passarinho engaiolado pode não se esquecer da arte de voar, a resposta é muito simples: é preciso não se esquecer da arte de sonhar. Quem é rico em sonhos não envelhece nunca. Pode até ser que morra de repente. Mas morre em pleno vôo. O que é muito bonito"
Rubem Alves


Expirou o tempo do manicômio. Expirou o tempo do aprisionamento da loucura e da exclusão do doente mental. Estamos sob a égide da integração das diferenças e da construção da cidadania.
Nas ultimas décadas a proposta da saúde mental tem sido a integração da pessoa no seu grupo social e familiar. Inclui-se nesse contexto todas as pessoas portadoras de transtornos psiquiátricos, antes chamados de doentes mentais [2].
A proposta é ver a doença como uma espécie de parênteses na vida e o indivíduo em sua totalidade biológica, psíquica, social, espiritual. Entender que a doença é um momento apenas, mesmo que seja vista como "crônica", de um contexto infinitamente maior e mais complexo da pessoa com suas peculiaridades, aspirações, sonhos e desejos.
O século 21 confirmou os ares libertários gestados nos vários movimentos sociais do século que o antecedeu. Por muito tempo os sintomas psíquicos foram considerados como fraqueza ou falta de força de vontade da pessoa que os apresentasse. Por conta disso, que criou um verdadeiro estigma, não raro se verifica uma imensa dificuldade de aceitar um transtorno psíquico e muito mais, aceitar o tratamento desses sintomas. Assim, aceitar a doença e o tratamento podem ser considerados sinais explícitos de saúde, evidenciando mecanismos de superação e transcendência. 
Nas ultimas décadas foi superada a ideologia manicomial em troca de uma proposta libertária; do aprisionamento para a interação familiar e social; dos medicamentos sedativos e restritivos para substâncias que ajudam a sociabilidade e criatividade das pessoas.
O ser humano é único e irrepetível. O sofrimento psíquico pode ser um encontro caleidoscópico, pluridimensional, vivido e expressado nas suas infinitas possibilidades. Pensar em saúde e, particularmente em saúde mental equivale a mergulhar em um processo de autonomia e engajamento da pessoa e no seu papel como ser social e comprometido com a comunidade e o bem estar público.
Bebendo das fontes da saúde mental na modernidade, hoje se define saúde não como uma mera ausência de doenças, mas também como um processo que possibilite que a pessoa e a comunidade se realizem, sabendo que ninguém é sadio em um ambiente que não o seja. Entende-se que saúde e compromisso com a coletividade são funções intrínsecas ao ser humano e diretamente relacionadas entre si.
Tentando expandir o conceito de saúde/doença, os profissionais de saúde já há tempos vêm se indagando: Como passar de um modelo que gera dependência para um modelo que nutre autonomia? Como romper com a concentração da informação pelos técnicos e "doutores" em geral e fazê-la circular, para que todos possam se beneficiar dela? Como resgatar o saber dos antepassados e a competência adquirida pela própria experiência de vida?
As respostas estão na proposta contemporânea do campo da saúde, que é perceber o homem e seu sofrimento no âmbito de uma rede relacional, não concentrar a atenção na doença, mas na promoção da saúde, ver além do sintoma (quem olha o dedo que aponta a estrela jamais verá a estrela), além de identificar não só a extensão da patologia, mas, também, o potencial daquele que sofre.
Contraditoriamente, na contemporaneidade coexistem diferentes redutos de práticas em saúde. Por um lado se convive com a precariedade de condições básicas nos sistemas de atenção à saúde que atendem às populações de baixo poder aquisitivo. De outro lado, a marca da abundância, exemplificada pela supervalorização da forma e da aparência do corpo, fenômeno este denominado de higiomania ou idolatria do corpo (somatolatria).
Nesse viés, há uma preocupação excessiva com o corpo, levando-se a uma visão superficial e egocêntrica do mesmo e estimulando-se o consumo de bens e serviços voltados para a perfeição da forma corporal. Essa visão tem uma conotação materialista e deixa de lado os ciclos naturais do viver, promovendo inclusive exageros que não só afetam negativamente a própria saúde como costumam ser imensamente dispendiosos.
Pensar em saúde é integrar os ciclos naturais da vida, entendendo perdas, doenças, envelhecimento e morte como oportunidades de crescimento. Nas palavras de Groddeck (1988)[3], a doença significa um caminho para o conhecimento de si mesmo. O caminho vai nessa direção, ou seja, do aproveitamento das experiências difíceis do viver e das situações de doenças para o aprendizado de si mesmo e do outro. Enfim, imensas possibilidades são incorporadas à existência do ser humano quando este se abre para o aprendizado com a doença! Em outras palavras: é preciso que ele se deixe contaminar pela criatividade que a existência proporciona, pois adoecer, crescer, transmutar-se, aprender, são possibilidades da vida e ter saúde é estar aberto e em sintonia com as oportunidades que se descortinam a cada momento.
Finalmente, ter saúde é ter projetos! Projetos de coisas novas, abertura de espírito, disponibilidade para o novo, para a novidade que entra e se instala na vida. Isto é ter saúde!  Uma boa pergunta que os médicos deveriam fazer a seus clientes ao entrevistá-los em seus consultórios é: que projetos você tem?!



[1][1] Médica psiquiatra, neurologista, homeopata, especialista em saúde do trabalhador, gestalterapeuta e formadora da Terapia Comunitária Integrativa no Brasil e no exterior henriquetac@gmail.com

[2] Diferentemente da deficiência mental, que se caracteriza pelo comprometimento da capacidade cognitiva e intelectual do indivíduo.

[3]  D'ÉPINAY,M.L. (1988) Groddeck, a doença como linguagem. Campinas: Papirus
 
 
 
 
Maria Henriqueta Camarotti
Neurologista e Psiquiatra
Telefone: (61) 3272-3919