segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Terapia comunitária-Ministério da Saúde e ABC apoiam protagonismo da sociedade civil

Virginia Turra/UnB



 


                    Terapia comunitária
             Ministério da Saúde e ABC apoiam protagonismo da
                                         sociedade civil.
Projetos de cooperação bilateral
são usualmente governamentais.
A Assessoria de Assuntos Internacionais
de Saúde do Ministério da
Saúde - Aisa/MS, juntamente com
a atual gestão da Agência Brasileira
de Cooperação (ABC), no entanto,
tem buscado investir na colaboração
com organizações não-governamentais,
destacando-se neste âmbito
a atual parceria com o Instituto
Brasileiro de Ação Popular (IBrAP)
que é o executor, pelo governo brasileiro,
do Projeto Piloto de Terapia
Comunitária em Moçambique como
Recurso de Promoção da Saúde.
Após oito meses de implementação,
90 técnicos moçambicanos já estão
concluindo sua capacitação em três
regiões do país: Nampula (norte),
Zambézia (centro) e Maputo (sul).
A Terapia Comunitária (TC) – eleita
pelo IBrAP para o projeto de cooperação
com Moçambique – é uma
metodologia brasileira de criação e
fortalecimento de redes solidárias,
resgate da identidade e valorização
dos saberes advindos da cultura
e das experiências de vida de indivíduos,
famílias e comunidades.
Criada pelo psiquiatra e antropólogo
brasileiro Adalberto Barreto, a
TC tem demonstrado, ao longo dos
últimos 25 anos, sua eficácia como
instrumento de promoção da saúde.
“Pertencer a uma rede de apoio,
ter acesso a recursos afetivos e de
ajuda mútua na comunidade gera
um sentimento de ser reconhecido,
amado e apreciado, o que produz
um efeito particularmente protetor
sobre a saúde”, endossa a Organização
Mundial de Saúde (OMS).
Os resultados e características
dessa cooperação técnica internacional
em saúde, compartilhada com
a sociedade civil e a universidade pública,
chamaram a atenção da ABC
e da Aisa/MS, principalmente pelas
suas possibilidades de aplicação a
outros projetos da área de saúde.
Dentre essas características se destacam:
a metodologia de monitoramento
e avaliação feita em processo
por uma entidade não executora das
ações do projeto, no caso a Universidade
de Brasília (UnB); a forma com
que a coordenação técnica do IBrAP
ambientou a metodologia, incluindo
o componente de supervisão in loco
como elemento estratégico no processo
de formação e implementação
da TC, considerando as diversas realidades
do contexto moçambicano;
e a ênfase na criação de condições
reais para a sustentabilidade das
ações já desenvolvidas em Moçambique.
A dinâmica de integração entre
esses vários aspectos, trabalhados
como um sistema, insere a formação
dentro do contexto real, fortalece
o monitoramento e avaliação, além
de criar condições para garantir a
sustentabilidade do projeto. Os primeiros
resultados do monitoramento
apresentado pela UnB certificam
a adequação da terapia comunitária
para o contexto moçambicano, esclarecem
o diferencial aportado pela
parceria com a sociedade civil e incentivam
a continuidade do projeto.
Para a cooperação internacional em
saúde, prevalecem essas dinâmicas
de integração, que impedem que
projetos de complexa implementação
resultem em meras intervenções
sem enraizamento.
Sobre o IBrAP
O IBrAP é uma organização não
governamental fundamentada em
raízes do trabalho social deixado por
Dom Helder Câmara e por Herbert
José de Sousa, o Betinho. Nos últimos
60 anos, acumulou vasta experiência
na criação de redes de apoio
comunitário e desenvolvimento de
estratégias de enfrentamento, dois
aspectos indispensáveis para o êxito
de projetos na área da prevenção e
promoção em saúde. Ao propor o intercâmbio
com Moçambique, o IBrAP
trouxe consigo importantes parcerias
tais como o Movimento Integrado
de Saúde Comunitária (Mismec-
-DF) – núcleo especializado na formação
de terapeutas comunitários
e membro da Associação Brasileira
de Terapia Comunitária (Abratecom)
– e a UnB, com sua expertise no processo
de avaliação e monitoramento
do projeto-piloto, que será concluído
em dezembro de 2011.
Roda de Terapia Comunitária em Moçambique
 Matéria extraída do boletim AISA 5.17.11
Endereço: Ministério da Saúde, Esplanada dos Ministérios, bloco G, sala 425 – Edifício Sede – Brasília – Distrito federal – 70.058-900
– www.saude.gov.br


Um comentário:

  1. Que nossa Rede possa abarcar cada vez mais, nossos irmãos de todo nosso planeta azul!

    Parabéns pelo trabalho Mariano!
    Nair Meneses

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